Orientações aos Pacientes - Elio Barreto Cirurgião Cancerologista
O QUE É CÂNCER?
Também chamado de neoplasia maligna ou tumor maligno, o câncer pode ser definido como qualquer proliferação celular anárquica, incontrolável e incessante, com capacidade de invadir tecidos vizinhos e à distância (metástases). Nem todos os tumores são malignos. Os tumores benignos não desenvolvem metástases, mas podem assumir um comportamento local agressivo e necessitarem tratamento cirúrgico adequado.
Os tumores malignos podem surgir nas diferentes células ou órgãos do corpo humano e assumirem comportamentos diferentes de acordo com o local em que surgem e com suas características biológicas. Por exemplo, diversos tipos diferentes de câncer podem surgir em um mesmo órgão e assumirem comportamentos absolutamente distintos.
O câncer é um problema de saúde pública no Brasil e em muitas outras partes do mundo. Atualmente,uma em cada quatro mortes nos Estados Unidos é devido ao câncer. Apesar dos progressos alcançados na redução das taxas de incidência e mortalidade e na melhora da sobrevida, o câncer ainda é responsável por mais mortes do que a doença cardíaca em pessoas com menos de 85 anos de idade. Os progressos podem ser alcançados pela aplicação dos conhecimentos existentes no controle da doença em todos os segmentos da população e do apoio a novas descobertas na prevenção, detecção precoce e tratamento.
ORIENTAÇÃO AOS PACIENTES QUE SERÃO SUBMETIDOS À CIRURGIA.
- 1. Avaliação Pré-Anestésica
A Avaliação Pré-Anestésica (APA) consiste numa consulta com o médico anestesiologista, realizada com a devida antecedência, em ambiente de consultório ou durante a internação hospitalar.
Nessa ocasião, informações relevantes para a anestesia serão colhidas no intuito de aumentar a segurança do procedimento ao qual o paciente irá se submeter.
A APA é uma consulta médica normal. Possui os mesmos passos que uma consulta clínica convencional. Serão feitos uma história clínica, exame físico e checagem de exames.
Essa é a oportunidade de conhecer o anestesiologista antecipadamente, diminuindo a ansiedade e expondo dúvidas, as quais serão tiradas com a devida tranqüilidade que esse delicado momento necessita.
Conhecendo o paciente previamente, podemos individualizar o caso, estabelecendo um planejamento anestésico para aquele paciente e conseguindo uma maior participação deste e de sua família durante todo o processo.
Experiência com anestesias anteriores são detalhadas e intercorrências (alergias, idiossincrasias, náusea, vômitos, dor pós-operatória, etc.) ocorridas podem ser prevenidas ou minimizadas.
Anormalidades encontradas durante sua APA levam a solicitação de consultas com outros especialistas ou novos exames complementares, diminuindo seu tempo de espera ou evitando o cancelamento de sua cirurgia na sala de operações.
Durante a APA são dadas orientações gerais (jejum, rotinas pré-operatórias, continuação/suspensão de medicamentos, etc.). Não são feitos testes alérgicos, testes de anestesia, nem é necessário jejum para a consulta.
O uso de técnicas anestésicas ou monitores especiais são explicados para que o paciente entenda pormenores do cuidado anestésico ao qual será submetido. Dentre eles, destacamos a monitorização do bloqueio neuromuscular, monitorização do nível de consciência, uso de cateteres de medidas hemodinâmicas, visita pós-anestésica e controle de dor pós-operatória.
O processo anestésico-cirúrgico é muito complexo e exige o maior número possível de elementos que aumentem a sua segurança. A APA vem incrementar essa necessidade, incluindo outro médico no seu preparo pré-operatório.
A anestesia é uma especialidade à parte e necessita o conhecimento de várias especialidades clínicas e cirúrgicas, simultaneamente. Por outro lado, possui peculiaridades que não fazem parte do escopo das outras especialidades médicas, cabendo unicamente ao anestesiologista identificá-las e conduzi-las da melhor maneira possível.
Solicite sua Avaliação Pré-Anestésica. Regulamentada através de determinação do Conselho Federal de Medicina, ela é um direito do paciente e um dever do anestesiologista.
Anestesiologista Dr. Marcus Vinícius de Moraes. CRM/RN 4555- 2. Doenças Associadas
Informe o seu médico se: For portador (a) de alguma outra doença, além da que está motivando a cirurgia. É extremamente necessário que estas doenças estejam controladas na ocasião do procedimento cirúrgico para que não ocorram complicações decorrentes destas; For portador de doença(s) infecto-contagiosa(s) crônicas (hepatite B, hepatite C, HIV) para que se providenciem todas as medidas específicas de segurança para o paciente e para a equipe; For portador de alergias a medicamentos e/ou alimentos, para minimizar o risco de possíveis complicações desta natureza; For usuário de marca passo; Estiver resfriado, gripado ou tiver sido exposto a alguma doença infecciosa nas 48h que antecedem a cirurgia.- 3. Medicamentos
Informe o seu médico a respeito de toda e qualquer medicação, inclusive medicamentos homeopáticos, que esteja usando ou tenha usado recentemente. Medicamentos como que interferem na coagulação do sangue (por ex: AAS/Aspirina), devem ser suspensos no mínimo 10 dias antes da cirurgia. Medicamentos para o tratamento de diabetes devem ser suspensos no dia da cirurgia.- 4. Hábitos de Vida
Evite fumar nas duas semanas que antecedem a cirurgia. O ato de fumar prejudica a recuperação pós-operatória além de aumentar os riscos de complicações pulmonares; Avise o seu médico se tiver dificuldade em parar de ingerir bebidas alcoólicas; Avise o seu médico se você é usuário de drogas ilícitas.- 5. Depilação, Cosméticos e Adornos
O (a) paciente não deve fazer depilação de qualquer natureza, no dia, ou nos dias que antecedem a cirurgia, independente do local onde será o procedimento. A depilação, também chamada de tricotomia, quando necessária, deverá ser feita na sala de cirurgia, minutos antes do procedimento, para minimizar os riscos de infecção de ferida operatória; Tome banho na noite anterior ou na manhã da cirurgia. Ao tomar banho, esfregue com água e sabão a área onde será realizada a cirurgia, mas não use cremes, loções, talco ou qualquer remédio; Retire peças íntimas (calcinha, soutien, cueca etc.) antes de ir para o centro cirúrgico. Você receberá uma roupa adequada para a cirurgia; Não use maquiagem, esmalte de unhas, cremes, loções, adornos (relógios, pulseiras, brincos, etc.), antes de ser encaminhada ao centro cirúrgico.
CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO
- 1. Posição no leito
Assim que possível, tente sentar no leito com o tronco o mais reto possível, se preciso com a ajuda de travesseiros. Esta posição facilita muito o trabalho dos seus pulmões.
Após o primeiro dia de cirurgia você poderá sentar-se na cadeira do quarto e/ou deambular (andar) com auxílio de familiares ou funcionários do hospital, tão logo o seu médico o libere para isto.
A movimentação fora do leito lhe ajudará a se recuperar mais rápido, além de prevenir complicações.- 2. Drenos
Os drenos são tubos feitos de vários tipos de material (borracha, plástico, silicone etc.) destinados a coletar ou conduzir para fora do organismo líquidos fisiológicos (como o sangue) ou patológicos (como o pus), líquidos de lavagem ou, ainda, expulsar gases. O tempo de permanência do dreno varia de acordo com a circunstância em que foi colocado. Durante a internação o paciente deve ter cuidado para não tracioná-lo, pois o seu deslocamento pode causar problemas e prejudicar o resultado da cirurgia. Normalmente os drenos são retirados antes da alta hospitalar.- 3. Curativos
Os curativos são realizados diariamente, ou mais de uma vez ao dia, pela equipe de enfermagem e sob orientação médica. A presença de sangue ou pus deve ser informada à equipe médica.
Direitos do Paciente com Câncer: O Governo Federal disponibiliza aos pacientes com Câncer uma cartilha com os direitos que orientam ao paciente diagnosticado com câncer a garantir um dia a dia assegurado pelo governo, através de alguns programas de assistência.
Para saber mais acesse: INCA
Cirurgião Cancerologista formado no Hospital do Câncer de São Paulo - A.C. Camargo;